A Psicanálise e as leis da prosperidade

Prosperidade

O que é ser próspero?

Seria ter muito dinheiro? Ter um bom emprego? Ser um empresário? Viver sem preocupações financeiras? Ou ser próspero é mais abrangente e está relacionado a outras áreas como possuir um bom relacionamento, um bom casamento, estar satisfeito com os filhos, com os amigos, com os familiares? Seria trabalhar em uma atividade profissional que dê prazer e que proporcione realização tanto profissional como emocional? Seria ter saúde física e mental? Poder estudar e adquirir conhecimentos com facilidade, viajar, passear, conhecer o mundo?

O que seria verdadeiramente prosperidade? Seriam as pessoas prósperas pessoas felizes?

Por qual motivo encontramos algumas pessoas com fortes realizações profissionais, afetivas, intelectuais e que ainda assim se queixam de dores físicas ou emocionais?
Por qual motivo pessoas como estas as vezes procuram a psicanálise e nós psicanalistas vemos diante de nós pessoas que foram longe nas suas conquistas, que adquiriram sucesso, ambicionado por muitos, mas que mesmo assim se dizem vazias, tem dores antigas, sofrimentos para os quais não encontram solução? Ou pior e mais comum: obtêm sucesso vertical em uma ou outra área e apenas se arrastam em outras?

A psicanálise dentre as suas pretensões, visa harmonizar a convivência entre Id, Ego e Super Ego. Pessoas prósperas são pessoas que tem o diálogo entre as três instâncias harmonizado, pessoas que atingiram este patamar. As pessoas podem ser muito bem sucedidas em algumas áreas e ainda assim não serem prósperas. Para ser próspero é preciso mais do que sucesso é preciso ter paz psíquica.

Pessoas prósperas são pessoas harmonizadas com a Vida, são pessoas harmonizadas com seu entorno e para que isso aconteça é preciso estar primeiramente harmonizado consigo mesmo, já que boa parte do mundo externo que percebemos é nada mais que projeção do nosso mundo interno. Prosperidade começa com capacidade de amar, e precisamos ser capazes de amar a nós mesmos. Falamos tanto em perdão aos outros, e não percebemos que perdoar os outros é uma pretensão muito grande as vezes cheia de arrogância. Perdoar deveria ser um verbo íntimo, precisamos sim saber nos perdoar. Arrancar as mácaras que usamos para nós mesmos, parar de nos culpar e nos auto destruir por rejeitar quem nós verdadeiramente somos.

A sociedade criou padrões do que é certo e do que é errado. Padrões de bom e de mal comportamento, do que é adequado e do que é inadequado e moldou a aparência das pessoas, mas não conseguiu convencer o íntimo do ser humano disso, e o monstro habita dentro de cada um de nós.

Ser próspero é ser capaz de olhar nosso monstro interno de frente, entender as suas razões, os seus motivos. Ser próspero é ser capaz de perceber que por trás de cada desejo há sempre uma intenção positiva e que se nós não queremos realizar todos os nossos desejos (e nem devemos), precisamos sim pelo menos respeitar as intenções positivas dentro de cada um deles.

Precisamos nos harmonizar conosco e assim poder usufruir de toda a prosperidade que a Vida nos oferece. Assim o sucesso poderá nos trazer prosperidade!

Anderson Barros
Psicanalista

3 Responses

  1. Gertrudes Maria de Souza Moura disse:

    Bom dia Anderson.
    Fico muito grata pelo envio deste artigo e de artigos anteriores que venho recebendo de você e que são excelentes..
    Como servidora da FUNASA enfermeira e Coordenadora do Programa de qualidade de vida, desenvolvemos vários projetos e um deles é o de palestras e oficinas.

    Gostaria de convida-lo para dar uma palestra sobre este tema aqui na funasa. Sérá muito bom e tenho certeza que irá nos ajudar bastante.

    Atenciosamente.

    Gertrudes Moura

  2. CARLOS NELSON HORROCKS disse:

    Anderson,

    Concordo com tudo que está escrito, porém, como é difícil perdoar!!!
    Tenho praticado terapia análoga e sei da importância do trabalho de profissionais como você.

    Grato pela mensagem.

  3. mau cazo disse:

    me parece que temos muitos desses monstrinhos nossos no poder , politico, empresarial, etc—-será que um dia aprenderemos a domestica-los;ou a guerra nao pode cessar?

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