Psicoembriologia

As primeiras pesquisas que deram início à Psicoembriologia foram realizadas em 1966, em Alagoinhas, Salvador, na Bahia. O seu lançamento, porém, remete-nos a um período posterior, 1976, em São Paulo, com a publicação do livro “A vida antes do Nascimento, Gestação Dirigida” do autor Wilson Ribeiro, pela Ícone Editora Ltda., concomitante à formação da Sociedade Internacional de Psicoembriologia  (SIP).

Wilson Ribeiro - Pai da Psicoembriologia

Na Nota à Edição Brasileira, na página nove do livro, leremos:  “O livro é o primeiro no gênero em todo o mundo. O autor, de maneira fácil e interessante, mostra-nos o maravilhoso mundo da vida antes do nsacimento e termina por fazer com que nos encontremos nele, descobrindo e localizando as sequelas deixadas pela nossa má vivência intrauterina. O livro tem a finalidade principal de ensinar a mulher como dirigir uma gestação, para gerar crianças completamente sadias psíquica e fisicamente, em tudo obedecendo à teoria do próprio autor, denominada Psicoembriologia, a valorização da vida desde o seu primeiro passo.

       E é o autor quem afirma: ‘A guerra é fruto da crianla rejeitada, insatisfeita, sedenta de leite e de amor, que existe dentro de cada um de nós, cuja gestação transcorreu à reveleia, sem atenção e sem afeto’. (…) maravilhoso e importante neste livro é a informação e a técnica que ensina a mãe a se comunicar verbal, tátil e mentalmente com o seu filho que ainda está em seu ventre. Isto é mais um fenômeno da vida, que o autor pesquisou, testou e nos transmite nesta sua obra. Desde as suas primeira páginas o livro oferece, didaticamente, um perfeito curso de treinamento para a gestação e para o parto sem dores, ensinando como se descondicionar para tanto”.

O pai da Psicoembriologia, Wilson Ribeiro,  foi um psicanalista e estudioso do psiquismo intrauterino e a desenvolveu baseado em conceitos psicanalíticos.

O autor falava da necessidade que lhe perseguia, a de reparar sua culpa pelas queixas de sua mãe, advindas de uma situação complicada, que era ter-lhe dado à luz com dores terríveis e que havia sido preciso recorrer ao ferro, método fórceps, para que ele pudesse nascer.

E assim, banhado pelo desejo de reparação, ele desenvolveu uma terapia especial para atender a gestante e acompanhar ao bebê até o terceiro ano de vida. Um trabalho feito com uma técnica própria que valoriza a maternidade e ampara a criança, desde a concepção.

Desde sua criação, a Psicoembriologia vem acumulando resultados extremamente benéficos, tanto para a mãe quanto para o bebê, utilizando o melhor do ser humano para seu próprio benefício.

Quando inicia o trabalho do psicoembriológo? A partir do instante em que o espermatozóide atinge o óvulo e fecunda-o,  a vida já se expressa e entra em evolução.

Entre a mãe e o feto há interação celular e psíquica e o cordão umbilical é a primeira ligação mantida entre ambos. Através dele circulam em torno de trezentos litros de sangue diários. Nutrientes, oxigênio e hormônios passam de um sistema para o outro e são indispensáveis para o desenvolvimento do esqueleto, sistemas nervoso e cerebral do feto.  Também é através da troca de sangue com a mãe que ele recebe as suas descargas hormonais, desde adrenalina, glicocorticóides, endorfinas, serotoninas e etc, que, em outras palavras, causam ao feto as mesmas sensações e emoções que ela  sente, como raiva, amor,  tristeza ou alegria. A Psicoembriologia previne traumas ao feto, ao levar à ele a palavra que dará significado à todas estas sensações.

Esta fase, denominada umbilical pelo professor Wilson Ribeiro, é a primeira na formação psicológica e de maior significação, a mais importante biologicamente e psicologicamente – a criança que tem boa vivência nessa fase torna-se bem estruturada.

No período gestacional, a Psicoembriologia  acessora as mudanças físicas e psíquicas com as quais a grávida tem que lidar.  Nesta fase delicada que exige especial atenção e adaptação da mulher surgem perguntas como:  “meu bebê nascerá saudável?” “Como ele estará ai dentro?”  “Quando estou triste, isto o influencia, podendo prejudicá-lo?” “Terei leite para amamentar?”  “E o parto, sentirei dores?”  são comuns entre as gestantes e estampam a ansiedade do período.

Toda mãe transmite heranças informativas, vindas de condicionamentos inclusive,  para o bebê, muitas vezes como sentenças ditadas.   Exemplo disto são algumas crenças e medos, como as dores do parto, que incorporam o psiquismo da maioria das mulheres.  As crianças cujas mães acham que sofrerão no parto, sofrem também, sentindo-se culpadas por terem sido geradas e pela dor que provocarão em suas mães ao nascer. Algumas mulheres, apesar do desejo de serem mães,  dificultam a concepção e o parto com medo das dores do parto.

Sabiamente, a natureza deu às mulheres os recursos necessários para a gestação, o parto e aleitamento, mas nem sempre eles tem sido  suficientemente eficientes e outros recursos externos entram em ação. A insegurança, o desconforto e ansiedade são algumas queixas das grávidas.

Incômodos como inchaço, aumento excessivo de peso, oscilação de pressão, dores na coluna, depressão pós-parto, são sintomas hoje cada vez mais comuns. A gravidez mais parece uma doença e se distancia do seu propósito real e primário, o de gerar vidas e dar continuidade à espécie. Muitas mulheres sentem-se incapazes de seguir a gestação com saúde, e isto apesar de toda assistência atual, tanto médica quanto tecnológica.  Nossas antecessoras fizeram isto por milhares e milhares de anos e depois de tanto tempo, deveríamos estar cada vez mais aptas e seguras. Será que é isto que acontece hoje em dia?  O trabalho do psicoembriológo resgata esta condição única e feminina de gestar, dar a luz e amamentar de forma íntegra e saudável.

O corpo feminino é constituído e moldado, desde a sua formação intra-uterina para engravidar e a Psicoembriologia está a serviço de orientar a grávida, para que seja capaz de conduzir com segurança e conforto todo o período gestacional, o parto e o pós-parto, estimulando a mãe a dar o melhor de si nesse período para gerar e formar  um individuo forte e com saúde!

O que a Psicoembriologia faz:

  • Prática de comunicação verbal e mental com a vida intra-uterina, desde o início de sua formação;
  • O trabalho é realizado com a gestante em sessões semanais;
  • São utilizadas técnicas de relaxamento como a calatonia, exercícios respiratórios e musicoterapia;
  • Estabelece a comunicação com o novo ser, através de códigos criados para isto;
  • Orienta a futura mãe na manutenção do conforto, segurança, tranquilidade  e bem-estar psicológico para ela e seu bebê;
  • Trabalha em sintonia com a mãe e o bebê durante todo o período gestacional e até o terceiro ano de vida do bebê;
  •  O pai  pode participar de forma efetiva de todo o trabalho.