Síndrome do Esgotamento Profissional

Síndrome do Esgotamento Profissional

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Quando se percebe algo de errado com o humor, com as emoções ou com o corpo é preciso tomar providências para identificar o que pode ser e tratar de eliminar esse mal o mais rápido possível, voltando para a condição normal que deve ser de saúde. Realmente é isso, a condição de vida do ser humano deve ser de saúde e não de dor e sofrimento seja ele físico ou emocional.

A síndrome de Burnout se caracteriza por um esgotamento físico e mental profundo, está associada à vida profissional e o desempenho nela conseguido, por isso, também é chamada de síndrome do esgotamento profissional. Esse esgotamento mental que vai se agravando pode levar a pessoa a um estado depressivo que acaba atingindo todos os setores de sua vida. Ela foi observada por volta de 1974 nos Estados Unidos da América pelo médico H. J. Freudenberger a partir de sintomas que ele mesmo possuía. Nos últimos anos tem se acentuado e atingido um grande número de pessoas, talvez, pelo ritmo de trabalho acelerado e cada vez mais frenético da vida moderna, em particular, nos grandes centros urbanos.

Alguns profissionais em função do nível de tensão a que são expostos, pela própria natureza de sua função, estão mais sujeitos de ser atingidos pela síndrome do esgotamento profissional. Assim, professores, militares, profissionais da saúde entre outros, engrossam as estatísticas. Segundo o ISMA-BR (International Stress Manegement Association no Brasil), 30% dos brasileiros sofrem da síndrome de Burnout, traduzida como “fogo descontrolado”. O ISMA-BR aponta ainda, que dentre os atingidos, 93% estão com exaustão; 82% com falta de atenção acentuada; 74% têm dificuldade de relacionamento e 47% já sofrem de depressão. Em relação ao estresse, as estatísticas apontam que 70% dos profissionais no Brasil estão estressados. [www.proteção.com.br].

Apesar de associada ao desempenho profissional, de manifestar-se na maioria das vezes no ambiente de trabalho e em função dos conflitos que surgem nas relações interpessoais, bem como da dificuldade para resolvê-los, podemos dizer que esse esgotamento mental, emocional e que acarreta também sintomas físicos, tem sua origem em emoções que foram reprimidas em determinadas circunstâncias. Essas emoções e situações foram esquecidas muitas vezes, completamente, mas não desapareceram. Esse modo operante da mente humana, como se sabe, não é exclusividade de alguns, ou daqueles que sofrem de Burnout, pois, acontece com todas as pessoas de um modo ou de outro, em um nível inconsciente. São essas repressões mal sucedidas que vão provocar danos e que é claro, acabam por interferir também no desempenho profissional.

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Independentemente da nomenclatura que se use para definir este ou aquele problema específico, invariavelmente a origem está nas situações pessoais traumáticas que cada pessoa passou em sua vida e foram levadas para o inconsciente. O que acontece é que em determinados momentos tudo isso aparece novamente de formas diferentes, ou seja, como sintomas, causando sofrimento contínuo, muitas vezes insuportável.

A terapia psicanalítica é a única que pode identificar e trazer para a luz esses males que estão esquecidos na escuridão de nossa mente que por isso mesmo, Freud chamou de inconsciente. Hoje, além da terapia individual foram desenvolvidas outras técnicas que podem ser aplicadas em grupo e que, dirigidas por psicanalistas experientes, tem alcançado excelentes resultados. A pessoa que sofre da síndrome de Burnout ou de tantos outros problemas de ordem emocional causando ansiedade, angústia e sofrimento, precisa apenas se dispor a experimentar o processo analítico, que não causa efeito colateral algum ou prejuízo de qualquer espécie.

Aqueles que tanto realizam em suas profissões, beneficiando tantos, levando conhecimento, instrução e sabedoria, pelo uso da palavra, também merecem e podem usufruir da cura pela palavra. Podem voltar a ter saúde, disposição, alegria no trabalho e na vida. A psicanálise está pronta para servir a todos em sua missão permanente de curar a alma do homem.

Wilson Buran

Psicanalista

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  1. Paula FAlmeida 15 de fevereiro de 2017 | reply
    A ânsia de ter mais, mais status, mais dinheiro, maior consumo, poderia ocasionar um "burning out"? Poderíamos usar idêntica terminologia pra esses casos?

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