O Jardim do Tempo: Uma Reflexão para um Novo Ano

Era uma vez uma camponesa chamada Clara, que se sentia perdida. Clara vivia em um vilarejo onde comercializava os produtos que cultivava na fazenda, sempre muito ocupada. Seus dias eram um emaranhado de tarefas e papéis que ela não reconhecia como seus.

No entanto, em uma manhã silenciosa de dezembro, com as nuvens cobrindo o sol, Clara lembrou-se de uma trilha esquecida de sua infância, onde costumava colher flores. Motivada por uma nostalgia que pulsava em seu coração, decidiu seguir esse caminho até o vilarejo.

Enquanto caminhava pela trilha, Clara escutava o canto dos pássaros e o sussurro do vento entre as folhas. Foi então que avistou um pequeno portão enferrujado, coberto de arbustos e trepadeiras. Curiosa, empurrou o portão com esforço e entrou em um jardim mágico, perfeito como em suas memórias de criança.

O jardim florescia em cores vibrantes e exalava perfumes únicos. No centro, um lago refletia um espelho d’água cristalino, e ao lado dele, uma mulher idosa, com olhar profundo, sentava-se em um balanço. A idosa apontou silenciosamente para o lago, convidando Clara a se aproximar.

Clara viu no reflexo não apenas sua imagem, mas também uma linha de mulheres – sua mãe, avó, bisavó e ancestrais que nunca conhecera. Cada uma trazia marcas de dor e perda, mas também de força, coragem e amor incondicional.

De repente, o tempo pareceu parar. Clara percebeu que cada flor no jardim representava memórias de sua vida e das gerações que vieram antes dela. No centro, uma flor de mil pétalas douradas brilhava intensamente.

A idosa, então, quebrou o silêncio:
“Essa flor dourada é a sua essência. Enquanto o mundo tenta apagá-la, ela continua brilhando, esperando que você se lembre de quem é.”

Inspirada, Clara disse em voz alta:
“Neste novo ano, serei fiel à minha essência, vivendo a vida que desejo e honrando as histórias que carrego. Transformarei as experiências do passado em força para o futuro.”

Ao sair do jardim, Clara percebeu que o portão desaparecera, mas as flores continuavam vivas dentro dela.

Convido você, que busca se tornar psicanalista, a explorar suas histórias e a enfrentar o ano novo com coragem, autenticidade e dedicação à sua essência. Assim como Clara, podemos transformar nossos desafios em aprendizado e fazer valer cada momento da nossa jornada.

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Boas festas e um novo ano repleto de descobertas e crescimento!

Christina Guedes.

Psicanalista e Psicoembrióloga do IBCP

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