A notável história de Virgínia Bicudo

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por Equipe IBCP

O nome “Virgínia Leone Bicudo”, no meio psicanalítico, com certeza não é desconhecido entre os que hoje atuam na profissão. Com o advento do Dia Internacional da Mulher, gostaríamos de relembrar a trajetória daquela que foi a primeira profissional, sem formação prévia em medicina, a ser reconhecida como psicanalista.

Filha de um paulista descendente de escravos com uma imigrante italiana, nasceu em 1910, em São Paulo. Entre seus feitos pioneiros, como ter sido a primeira pessoa, na América Latina, a se deitar no divã de Adelheid Koch (outra figura feminina importante na área, pois a germano-brasileira foi pioneira na institucionalização da psicanálise no Brasil, entre outros grandes feitos), Virgínia, durante sua vida, criou uma vasta produção de trabalhos acadêmicos que auxiliaram em diversos campos de atuação, assim como tratou de questões raciais, com a sua dissertação “Atitudes raciais de pretos e mulatos em São Paulo”.

Em meados da década de 30, tratou dificuldades relacionadas às crianças. Também utilizou o rádio, e outros meios comunicação da época, para ajudar pais com questões relacionadas às dificuldades de criação dos seus filhos. Tornou-se, mais tarde, membro efetivo, em 1945, da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP); em 1962, foi eleita presidente da segunda diretoria do Instituto de Psicanálise – exercendo essa função até 1975.

Sua atuação no tratamento de crianças foi considerada de grande importância para o que, posteriormente, conhecemos como as relevantes mudanças epistemológicas da sociologia na infância, na década de 80.

Virgínia faleceu aos 93 anos, em 2003, na sua cidade natal – São Paulo. Com presença marcante, e auxílio em diversas áreas, tanto da psicanálise quanto na renovação educacional do Brasil, foi uma mulher negra marcada por pioneirismos e auxílios em diversas áreas do conhecimento.

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