Os Beneficios da Psicoembriologia

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A Psicoembriologia foi desenvolvida pelo professor Wilson Ribeiro na década de 1960, com o propósito de evitar as dores do parto, tão difundidas e temidas pelas futuras mamães, e evitar a formação de traumas psíquicos desde a vida fetal.

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Ela orienta sobre como as mães podem dirigir sua gestação com autonomia, desde o período pré até o perinatal e possui técnicas e informações utilizadas pelos psicoembriológos que auxiliam os pais a trazerem ao mundo bebês saudáveis.

Os traumas que surgem na vivência intrauterina influem de forma significativa no percurso emocional, familiar, social e profissional da vida adulta, sendo importante aos pais e profissionais que consigam fazer uma intervenção objetiva neste primeiro período de vida, para prevenir a formação de bloqueios e crenças limitadoras.
Penso que nesta altura da leitura devam estar se perguntando “mas que tipo de trauma um bebê pode ter no ventre de sua mãe?”. Para entenderem melhor, é preciso que eu explique como os bebês sentem o que suas mamães estão sentindo. Os bebês recebem nutrientes e oxigênio através do sangue que trocam com suas mães. Nesta troca eles também recebem imunoglobulinas, particulas infinitamente pequenas que passam pela placenta e levam a descarga hormonal da mãe com substâncias como adrenalina, glicocorticóides, endorfinas e serotoninas, além de outras. Estas substâncias são responsáveis pela sensação orgânica que as emoções e os sentimentos produzem em nós. Amor, alegria, prazer, segurança e confiança, assim como raiva, medo, tristeza, insegurança e ansiedade produzem estas substâncias. Então quando o bebê as recebe em seu corpo ele sente o que sua mãe está sentindo. Sente com uma diferença de grande significado, a mãe sabe os motivos de suas emoções mas ele não sabe.

A tendência perceptiva do bebê é que ele “leve a culpa” por provocar em sua mãe “aquelas sensações”, já que ele não sabe que existe um mundo além daquele dele. Desta forma, se a mãe se submete a intenso estresse ou a pequenos mas por grande período na gestação, um trauma pode estar se constituindo naquele pequeno ser que está se formando.
Como evitar que isto aconteça? Afinal dificilmente uma grávida consegue atravessar este período incólume a estresses de toda ordem, como raiva, tristeza, dor e etc.
O psicoembriológo recomenda as boas práticas da Psicoembriologia. Neste caso, é importante encontrar um tempo para conversar com calma com o bebê e explicar o porque daquelas sensações, garantindo a ele que papai e mamãe continuam amando-o muito e que ele continuará recebendo tudo o que precisará para completar seu desenvolvimento de maneira saudável e integral. Isto porque ele recebe as sensações ruins como uma ameaça.

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É necessário que ela seja desfeita, além da culpa por aquilo estar acontecendo com a mamãe.
Recomendamos que as mães evitem situações de exposição a emoções negativas, como por exemplo, assistir filmes de terror, de dramas e suspenses, brigas de família, noticiários policiais, encrencas com vizinhos e chefes, entre outras. Sabemos que algumas situações são inevitáveis mas outras podem, com o auxílio da orientação das boas práticas da Psicoembriologia, serem contornadas para evitar consequências desastrosas ao feto.

A Psicoembriologia agrega idéias que possibilitarão uma maior compreensão sobre seu mundo interior e exterior e de como a vida adulta poderá ser desfrutada com qualidade e bem estar.
Convido você a conhecer mais sobre as possibilidades que a Psicoembriologia oferece.

O IBCP oferece grupos de gestação dirigida e cursos de Psicoembriologia.
Ligue e informe-se na recepção.

Glaucia Simão Araujo
Psicoembriológa do IBCP

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