Em outubro, o laço é rosa!

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Por Iara Solange | Psicanalista

No início da década de 90, em Nova Iorque, a Fundação Susan G. Komen for the Cure, uma organização empenhada em pesquisas para a cura do câncer de mama, realizou a primeira “corrida pela cura”, a “Komen Race for the Cure“, distribuindo o laço cor de rosa para os participantes. Nos anos seguintes, outras entidades em algumas cidades dos EUA realizaram várias ações colocando enfeites com laços rosas em locais públicos, promovendo corridas e desfiles com sobreviventes da doença, com a finalidade de chamar a atenção para a importância de prevenção no combate ao câncer de mama. Surgia, então, o nome “Outubro Rosa”.

No Brasil, o movimento teve início em 2002, quando um grupo de mulheres, empenhadas na divulgação dessa causa, recebeu apoio de uma empresa de cosméticos, e iluminaram na cor rosa o “obelisco” no parque Ibirapuera, em São Paulo. Desde então, a campanha foi ganhando força em diversas cidades brasileiras com a promoção de eventos e atividades de conscientização, bem como com a iluminação de monumentos, como o “Cristo Redentor” e o Congresso Nacional. Em novembro de 2018, foi sancionada a Lei nº 13.733, que institui oficialmente a campanha “Outubro Rosa”.

O objetivo dessa campanha durante o mês de Outubro é compartilhar informações sobre o câncer de mama, estimular as mulheres a conhecerem bem seus corpos para saberem o que é e o que não é normal em suas mamas e se conscientizarem quanto à importância da realização do autoexame e dos exames de imagem para a detecção precoce da doença. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), apesar do câncer de mama ser o segundo câncer com maior incidência na população feminina, ele possui significativos índices de cura, quando descoberto precocemente.

Além disso, 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados (dados do INCA), com a prática de hábitos saudáveis, como atividade física regular, alimentação equilibrada, peso corporal adequado.

É importante salientar que o cuidado com a saúde mental diante de um diagnóstico positivo para o câncer de mama é de grande importância pois aspectos psíquicos podem influenciar diretamente no tratamento e no modo como o paciente encara a doença.

O processo analítico permite que o paciente possa vivenciar seus sentimentos e emoções de forma a dar sentido a essa experiência; fortalecer sua autoestima para que consiga manter seu convívio social; perceber, de modo consciente, a importância da sua responsabilidade durante o tratamento. Traz a possibilidade de se reconectar consigo mesmo e seguir seu caminho rumo à vida.

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