Parapraxias e a Psicanálise

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Por Wilson Garcia | Psicanalista

A mente do Ser Humano é repleta de nuances e complexidades. Muitas vezes, o indivíduo, em seu cotidiano, realiza atividades de forma contrária à de sua intenção inicial, ou seja, sua mente consciente assume a tarefa de realizar algo, porém, seu inconsciente “pula” e assume o real desejo, aquele que está guardado: isto é uma parapraxia ou um ato falho.

A parapraxia pode se manifestar de diversas formas, como na troca de um nome numa conversa, no esquecimento de algo que normalmente não seria esquecido, como por exemplo a chave do carro, em um tropeço ou em derrubar um objeto, ou, ainda, ao trocar uma palavra capaz de mudar o sentido de uma frase. Num primeiro momento, aquela frase pode parecer sem sentido, no entanto, após uma investigação psicanalítica, pode-se vislumbrar a real intenção que estava guardada a sete chaves dentro daquele inconsciente. Este material é muito rico e contribui para que o paciente trilhe os caminhos do seu autoconhecimento e acabe olhando para o que não quer olhar. Esse processo vai contribuir para que ele se aproprie de questões que podem ter impacto em seu dia a dia.

Há dois fatores significantes nisso, um do lado do desejo e o outro do lado da repressão. O desejo inconsciente de fazer desta forma, e a repressão, ao guardar no inconsciente para não olhar para aquela questão.

A mente humana é incrível em sua capacidade de desenvolver mecanismos de autoproteção contra fatos que trazem de alguma forma desconforto. O inconsciente é um labirinto envolvente. O Ser Humano busca prazer em cada atividade que realiza; quando ele vai em direção ao desprazer, pode criar mecanismos inconscientes para não ver ou não olhar determinadas questões.

A psicanálise é um processo sério, responsável e contributivo para que o paciente compreenda melhor as forças inconscientes que afetam suas emoções e comportamentos.

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