Que olhar você tem?

por Ana Célia da Costa | Psicanalista

Já foi dito que “um olhar vale mais que mil palavras”. Os olhos também já
foram descritos como “ a janela da alma”. Machado de Assis, em sua obra
Dom Casmurro, descreveu Capitu, metaforicamente, com “olhos de
ressaca”.

Nando Reis, em sua canção De janeiro a janeiro, canta : “Não
consigo olhar no fundo dos seus olhos e enxergar as coisas que me deixam
no ar…”.

Expressões como “olhar perdido”, “olhar desafiador” e outros
fazem parte do cotidiano. Evidenciados na arte, na literatura, na musica e
também estudados como linguagem corporal, são inúmeras as referências
ao que eles expressam. Num momento em que os sorrisos estão cobertos por máscaras protetoras,

nos vimos obrigados a prestar mais atenção às emoções transmitidas pelo
olhar. Sim, falávamos sem olhar, distraídos com outras imagens ou
atividades, mas hoje não parece ser suficiente.

Buscamos no olhar, o
sorriso do aceite, do agradecimento, da alegria, da satisfação, entre outros.
Essa busca não é recente, uma vez que o olhar materno é essencial e uma
de suas finalidades é tocar o bebê amorosamente, ajudando-o a formar sua
capacidade de sentir.

Através do olhar é possível transmitir amor, reconhecimento, bem como a
reprovação, o julgamento, etc… Também o ato de olhar para si mesmo é tarefa difícil. Reconhecer, amorosamente, que a vida é um processo de aceitação e escolhas, que nos permite caminhar, evoluir e modificar atitudes visando o próprio crescimento.

Ou acumular culpas, julgamentos, sentimentos de
incapacidade, permanecendo estagnados sem nenhuma mudança de atitude
e mesmo assim buscando incessantemente resultados diferentes.

De que forma você tem se olhado ultimamente?

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