Sou pai e agora?

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por Regiane G. Mazzola | Psicanálise e Psicoembrióloga

Na gestação o pai pode se sentir um pouco confuso, afinal, sua mulher mudou, tem uma criança se formando dentro dela, o corpo está diferente, o humor oscila, as pessoas, muitas vezes, nem falam dele e com ele, as atenções são todas para o bebê e para a mãe, que dedica o seu tempo para conhecer mais e mais sobre a gestação, fala o tempo todo com a barriga, só pensa em comprar coisas para o bebê; mas na verdade é que se não fosse a participação dele, esta nova vida não aconteceria.

Dedicar-se à gestação, envolvendo-se, dentro das suas possibilidades, falar, tocar a barriga, sentir este momento de transformação é importante para o vínculo entre pai e filho e para a segurança da gestante.

No entanto, pai não é apenas alguém, que ajudou na concepção da vida, é uma base importante para formação da personalidade da criança. Pode ser que o pai biológico, não esteja presente, mas alguém pode assumir este papel, de forma responsável e com muito amor, sempre respeitando o pai que participou da concepção do bebê!

O pai é quem estimula o filho ao desafio, à busca por novos conhecimentos, à vivência de diferentes experiências e a caminhar por caminhos próprios, individuais, fortalecendo o desenvolvimento da autonomia e a percepção dos limites, proporcionando uma liberdade responsável, sempre preservando a vida e respeitando o seu verdadeiro valor.

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